sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

40


As voltas que a vida deu, sim e
ainda que tortuosos os caminhos se foram
mesmo que sem mar calmo
nunca fui só.
Nunca.
Sempre tive uma opção, ao menos uma 
sempre.
Também sempre estive com medo
até porque sem ele a vida se perde, 
sempre.
parece que sentimos vida sempre se o medo está lá
sempre.
Se quem eu amo sente dores que
eu não posso curar, 
se fala na frase
a briga pra estar certo que eu cansei de lutar
nunca.
se foram 40 e 
até aqui me ajudei e
me ajudaram, sim.
sempre.
a mesma sombra no palco, ali fora e aqui dentro
sempre.
ali, presente.
ainda que não posso mais tocar 
nunca
olhar, também não posso, só na matéria.
a vida não ta no depois
sempre continua
em nós ou em outro que nos refletem.

terça-feira, 12 de novembro de 2024

É apenas uma gota



É só uma gota, num oceano de se sabe lá porque

ela escorre pelo rosto ou ela fica

fica presa insistindo em ser apenas uma gota

uma que não cai, que não espera, que fica ali

aqui é apenas uma gota, só uma e

é imensa

pesa mais que meia tonelada se sabe lá do quê

mas ela ainda é uma gota, sabe?

clara e salgada, como já disseram.

se disseram bem eu não sei, mas

ela pesa, se se pesa ela tem muito peso

pode ser tanto nas costas como na alma

é a companhia que escolhe

ela é vazia e preenche,

ela é verdade e não mente

ela é vontade e enchente

porque ela pesa e as vezes pesa demais

pesa tanto que, se se pesa, ela pesa muito.

se ela vai ficar, não vai cair, fica ali esperando e apenas.

Notável companhia e esse oceano é infinito.


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Voltei pra dizer

Voltei pra dizer que
Embora os anos passem 
A cada dia
Mais rápido e menos
Tempo teríamos
Elas estão aqui
Pessoas que vivem e vivem, enquanto
Eu
Admiro a beleza e o luar 
das suas primeiras e primaveras
Tu
Que anda por aí incerta, as vezes
Tem certeza da vida
Ele
Já não está mais aqui ao lado, nem perto. Um sopro, deitou e sorriu.
Nós
Sabemos que
A vida não se vai a toa.
Vós
Sabeis que a certeza sempre é incerta, não?
Já que 
Eles
Não podem voar, ou nos ver ou vacilar.
No mais
Ir embora é o que quereis?
Não, vive! 
Já que a vida aí está, viva!







segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Ainda no caminho

Escrevia algumas linhas tortas e
lançava pelo caminho da
ilusão na qual se metia
Infundado em vãs teorias sobre
um futuro esquecido
 sempre buscou algo que possa ter a
luz do orvalho de um
amanhecer incontido
Solitário foi o vento que
batia em telhados feito
gotas cristalinas
era firme e cinzento seu espírito
lamentava escritas alegres aos cantos em
lugares conhecidos jamais vistos
Levantou-se a fronte e se moveu em direção ao
passado que libertaria
sua mente cativa das entranhas
do seco oceano
salvo engano havia uma calma
tempestade rodeando o centro das
expectativas que não se esperam
mas confia em sua força de
deixar acumular incertezas a respeito de coisas que
não sabe e no momento
resta não saber.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Algo sobre a vida

Um toque, sem choro e sem muitas surpresas
Porque era esperado aquele toque
Aquelas mãos
Hoje esse sorriso
Uma vida
É uma descoberta, com certeza
Não existe manual pra ser pai
Não tem como explicar também.
Por muito tempo eu escrevi nesse espaço, coisas que sentia e acredito e além disso tudo, queria colocar pra fora de alguma forma.
Agora eu tenho 32 anos e uma porrada de preocupações, o mundo não para e eu não posso parar.
Quem leu muitos dos textos no passado vai ver o início do relacionamento com a Juliana que hoje é a minha esposa, há mais de quatro anos já.
Nossa filha, do toque e do sorriso de chama Isabela, vai fazer um ano dentro de poucos dias.
É impossível de explicar o que eu sinto por essas duas mulheres.
Elas são meu alicerce no melhor sentido que essa palavra pode trazer, ou em todos.
Eu sou muito feliz.
Tenho um projeto de voltar a escrever aqui, além das minhas histórias agora as histórias da Bela e a sua super mãe.
Volto logo.





sexta-feira, 22 de maio de 2015

O Era Rei




Noventa e nove por cento de cem
Sentado na cabeça de um gigante que morreu
Eu não sei se ele era deus ou um des aparecido
Pelo jeito eu não ligo, nunca liguei
O que eu jamais saberia é que eu jamais saberei
Se era um rei, eu não sei, já está morto
O seu trono de ferro se entregou ao ego
E seu ego de ferro tornou ao pó
Retornou ao nó que prendia a minha garganta
E ao manto sagrado que cobria o seu ombro cansado.
Eu dediquei mil noites de pranto calado
Ao que tenho me dedicado o futuro chega e me tromba
Zomba do que é real e me nutre de mal
Agora o real é o um por cento de cem que sobre vive
Sobre por cima da cisma que me mantém
O trono sucumbiu
O rei morreu e sumiu
Pelo jeito eu não ligo, nunca liguei
Mas se eu sempre fiz parte disso ou daquilo eu já não sei.


sábado, 20 de setembro de 2014

Desintegração de Posse



A trilha sonora é tiro. Correria, gás
Lacrimogênio invadindo o pulmão.
Humanos correm, das máquinas
Insanas buscam punir, oprimir com a bala e a borracha
Nas costas de quem veio pra ficar
Ficar e lutar por
Um espaço, espacinho
Cobertor e colchão na cabeça, correria
Fumaça onde há fogo
Dor onde há lágrimas
Sonhos onde havia esperança, esperar
O capital bate na porta de quem não o tem
De quem não tem sequer porta
que se fecha em cortinas
que se fecha em barreiras e barricadas
que se fecha em trincheiras às margens
O giroflex mostra quem manda
a farda suja de vergonha
quem achou que detém o poder
que venceu mais uma batalha
Desnorteia a geração futura de um não-futuro
um não-homem que vive pelo minuto seguinte
enquanto uns dormem outros sonham
sonho de humanidade liberta
das correntes que a prendem.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Palestra Itália



Meu pai me ensinou que maior não haveria
E eu o aprendi bem
Divino, santo, quem teria?
Quem diria que dentre homens e divindades
Pisariam na terra, com camisas e corações verdes.
Brasileiros, Italianos, miscigenando raças, culturas e lágrimas
Muitas de tristeza viriam, rolariam aos montes
Não é fácil ser Palmeirense
Mas seria tão lindo se não fosse tão difícil?
Acredito que jamais.
As glórias também rolaram aos montes
Nós pés do divino, a bola desfilava imponente
Sempre desafiava um tal rei Pelé, os embates eram emocionantes e o futebol tupiniquim se orgulhava daqueles momentos, academia contra majestade, viva o futebol.
Você é gigante, Palestra!
Com seus milhões de amores espalhados pelo país, todos os gritos de vitória entoados, ecoados aos montes, sim aos montes, lágrimas rolaram aos montes.
Você nasceu nos porões das fábricas, no espírito dos trabalhadores, onde sujos e cansados do trabalho, viviam pela família, e por ti, Palmeiras.
Você que sim, nasceu campeão, em sua arrancada história, em plena guerra, para viver mais uma batalha.
 A batalha do ódio e do preconceito, e você sobreviveu, Palmeiras.
Hoje você faz 100 anos, Palmeiras.
As lágrimas rolaram aos montes, porque vieram do céu inundar a terra de alegria.
Você é um gigante Palestra, nasceu campeão, nasceu do poder do trabalhador para brilhar na história.
Parabéns e Avanti Palestra!
Seu lugar é na história.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Degraus

Eu viveria pra sempre se me fosse permitido, só pra te olhar dia após dia, com os olhos fitos no infinito.
Já não vejo o início das escadas, nem me lembro do dia em que me pus a subir, apenas me recordo da imensidão que avisto em cada degrau que piso, sempre um novo sol e um novo céu, azul de dia, vermelho ao entardecer. As noites são azuladas, jamais escuras porque seu olhar me ilumina, e os degraus são vencidos, um a um eles vão ao chão, futuro, presente e passou, mais um que se foi.
Viver pra sempre é bom, e se faz sentido, melhor. Porque pra sempre só devem ser as coisas boas da vida, as más deveriam ficar sempre esquecidas no degrau que se passou, porém nem sempre isso acontece. E um tropeço, buum. Vou ao chão e aos olhares. Ahh os olhares que se movem mais rapidamente que a luz, do dia ou da noite, me iluminam, meio tonto me levanto sem levantar minha fronte, olho pra frente e, se a poeira já sacudi, sigo caminhando rumo ao primeiro degrau, ao primeiro de minha frente, claro, porque não acho que se deve mirar no último. Nele mora o final e ponto. Prefiro a vasta oportunidade que o próximo me proporciona, com essa certeza eu sigo, e ouço a sua voz me chamando. Continuo subindo.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Estações


Com mil milhões de sois eu quebrei o vento
e da minha barriga gelei as encostas
corri por milhões e poucos me conheceram
fui longe, tão longe que mal pude sentir
os odores daqueles fogos de artifício
onde se comemoravam o fim de todas as guerras
não há amor, conectividade é a palavra chave
que abre mil corações sem desejo
e as traições vem anexadas em espírito de liberdade
salvaguardando as lágrimas do palhaço que esbofeteei
minhas mãos tremem a todo o tempo
que passa pela janela da locomotiva que me teletransporta
pelo tempo, onde os olhares são frios
o clima é modificado e os rostos se escondem.
ouço tiros nas ruas, soam sirenes e pessoas correm
correm para os empregos e dos trabalhos
poucos tem carreiras, montanhas e castelos de areia
carteira assinada não é mais algo desafiador
mas um escravo amou seu malfeitor
fogem para as escolas, fogem de suas vidas
mas não há refúgio libertador
as lágrimas que caem, mal tocam o chão,
há vazio sob os pés molhados, confusos
passei pela estação do desespero, não havia lugar para ficar
busco um local de clima e ânimos amenos
no planeta guerra parece não haver mais lugar
todos queremos fugir, mas não há escapatória
mudamos nosso mundo
ou a próxima estação chamará barbárie.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O título você




Nunca foi difícil dizer que te amo
Porque tudo para
Tudo ou nada não me fazem afastar
Minhas loucuras
Suas insanas
Formas de se imaginar em azul mar navegante

Foi confortável pra eu dizer que te amo
Porque tudo vive
Desde a primeira
Vez em que você me olhou com esses lábios
Meus sonhos
Suas verdadeiras
Formas de se colocar nesse monte de selva natural.

Ai quando me decidi por você
Porque tudo comprova
Tudo ao nada leva a pensar
Que sem seu sorriso eu não teria primavera
Li isso em algum canto rabiscado
Caímos em um canto do mundo, tão ao sul que caía.

Tivemos que voltar para a nossa realidade
Porque tudo é sempre corrido
Ou corroído
Ler os jornais, levar o cãozinho pra passear.
Contas a pagar
Sonhos a perder de vista, o ontem já se foi.
Que venham os próximos.
Porque tudo é por você, escrevi isso em algum canto.

Subimos para algum ponto do globo, tão ao céu, 
Pra dizer que te amo.

terça-feira, 11 de março de 2014

Nascer


Luz
Raiz
Sonido e ruído
Escorrendo pelas escadas
As espadas iluminadas
Flamejantes sem posto definido
Um lampejar
Esquisito
Cai do sol erguido
Os êxitos perdidos
Outrora
Hora outra
Nosotros vivimos
Pensamos como anjos
Caímos
No escuro
Da vida
Nascemos.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Fomos heróis



Fomos o ápice da vontade
Em mostrar como funcionam 
Coisas e emoções
Caminhando pelas beiradas
Vidas atoladas
Cansamos de estar sem ser
Sem nos mostar, sem
Respirar ares poluídos
Incertezas
Correr
Vidas às margens
Nos fitando por um segundo
Eternidade
Caindo em um precipício de 
Vontades
Porque memórias não podem ser de graça?
Desgraças
Calamidade.
Idade imposta pelo tempo
Encosta o momento
Vento que bate à porta
Humanidade.
Fomos a lápide da hombridade
Hoje tememos a menor idade
Corremos riscos 
Não corremos riscos
Viveremos à eternidade.
De viver
Sem mostrar vontade.
Fomos o cálice da felicidade.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Valores e tempo e memória


O valor tornou-se
Intangível na medida
Em que se livrou do sentido
Comum ao passar dos áureos
 Tempos
A imensidão das coisas
Fez levar a crer nas perguntas
Sem resposta, pois
Não há amanhã sem o que passou
A memória se levanta mais ainda
É cativa dos valores impostos ou
Aprendidos, melhor apreendidos
Nos cânticos temporais de valores
Sentidos ou sem sentido
Se leva a olhar para dentro de si
Onde está o valor dentro do tempo
Se perdeu ou
foi perdido.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela



Eu nunca vi no Facebook, tantas vezes, uma atrás da outra a a foto da mesma pessoa. Um ser humano que, apesar de carne e osso, será transcendental ao tempo e a história. Mandela viverá. Apesar da ignorância das pessoas que não o conhecem, ou não se preocupam com os ícones da luta de classes que tanto marca a história da humanidade. As pessoas com seu famoso "Segunda-feira chata", "Sexta=Feira legal", "Chega natal" ou "Chega férias", que trabalha pra pagar as contas de ontem, que sonha com serviços essenciais particulares, porque não vê no estado nada de bom, pessoas que trabalham como escravas por migalhas e colocam as Ferraris nas maiores mansões do mundo, sonham com uma casinha na praia, mesmo que isso signifique horas de fila, acidentes de trânsito, dores de cabeça. Ser escravo moderno é fácil, não conhecer o Mandela é fácil, viver feliz é fácil. Estudar a vida é difícil, compreendê-la é quase impossível a grande maioria da população, pessoas como o Mandela contribuíram e muito nessa difícil compreensão. À quem se deve um salve com honra. Continuaremos lutando mesmo que pareça impossível, porque os escravos não enxergam as suas correntes, amam seu opressor e dificilmente lutarão. Não há gigante do lado esquerdo, há luta de poucos. Mas a utopia nos espera, nos faz sonhar e lutar

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Utopia




A utopia jamais poderá morrer, ela renasce de peito em peito como uma fênix eterna. Ao morrerem seus corpos, se tomam a alvorada gritos de ódio e amor, toma outros peitos para viver sonhos de liberdade. Se corre, anda, respira e vive, há esperança, de vitória sobre os escombros, por sobre os dias e nos séculos ela luta com todas as suas forças com um poder invencível. Seus inimigos a temem porque ela se mostra imortal, irresistível as sombras, sua luz dissipa a figura da derrota em cada olhar jovem, que a luz da verdade iluminou a vida. Vermelha é a sua coragem, mesmo se na guerra estiver um dos seus para milhões de inimigos, corre em direção ao abismo com a certeza de que a vitória está a cada dia mais próxima, a vitória do poder comum para todos os povos, todas as cores, todos os sorrisos, todas as vidas. A utopia vive porque ela é maior do que a indiferença, é como o oceano encontrando o mar, cada onda bate de frente com a realidade, a utopia é a verdade, é o sonho e a esperança. A utopia viverá até se tornar amor incondicional e diário. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Números



Números são perfeitos
Que apontam ao norte
São como rochas incandescentes
Que se encaixam lentamente
Variam de acordo com a vida
Permanecem vivos e estáveis
Não precisam da eternidade
Ou de perguntas emotivas
São belos e decifráveis
Ao olhar atento e
Sagas
Não são melhores ou piores
São
Exatidão.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Algo Sobre Palavras

E um dia me disseram que eu sou feito apenas de palavras. Essas mesmas que nascem sem crescer, morrem ao vento sem viver. Não há mal nas palavras, mas não foi um elogio, talvez, porque as ações quando vazias de palavras ainda são eficazes, já as palavras sem ações apenas nascem e cabalmente morrem ao vento. Então é preciso agir, sem falar, as palavras caíram em desgraça. Não servem para nada, são perda de tempo e de fôlego de vida. Um dia desses eu volto, espero que lá tenha aprendido a agir para viver.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Algo sobre você



Como pode tudo ser tão perfeito.
Cada momento, cada lance, cada nuance.
Eu fui pego, confesso.
Você me pegou quando eu navegava sem direção, sem vento.
Minha estrela do norte, guia das galáxias perdidas.
Já sem vida, porque não mais lutava.
Me pôs um sorriso no rosto, antes apenas esboço.
Sem você o que é o sorriso?
Eu não conhecia essa felicidade plena.
Calmaria em águas mansas.
Sem você eu não vivo.
Olhar altivo arruinado, jogado a beira de abismos
Nas arenas da imbecilidade se comete atrocidades
Mas não no seu mundo
Em você apenas verdade
Verdade e justiça.
Verdade verde como os seus olhos.
Brilhante justiça é o seu sorriso.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Houve um Tempo



Houve um tempo em que se viveu
Alegrias de carne e esperanças
Que se correu pelas escadarias segurando a liberdade de viver.
Houve um tempo em que o grito se libertou
E a liberdade viveu.
Houve um tempo em que a lágrima caiu em meio a risos
Os olhares atônitos acompanharam a bola que raspou o travessão
Rasgou o peito, alguns choraram, outros riram.
Em que o menino se foi embora,
sem camisa, sem coração, apenas lembrança.
Brincava pela rua driblando com uma latinha amassada
ou uma bola de meia, se dizia Didi, Pelé e Garrincha.
Houve um tempo em que o templo foi grandioso
Espetáculos de horrores e belezas
Contrastavam povos e culturas,
Opiniões e visões de um mesmo lance
Vários ângulos e diferentes aspectos.
Te roubaram, meu caro amigo.
Te roubaram e te assassinaram.
Você nunca foi estrela, bem maior que isso
E ti céu, desfilaram as estrelas.
Hoje seu nome é lembrado, mas você não esta ali.
A sua individualidade foi sequestrada, mas não pediram resgate.
Tentaram te resgatar, mas te levaram durante o sereno.
Sem serenata, te empilharam em entulhos.
Você foi Rei, Maracanã.
Sempre será lembrado e respeitado
Ovacionado pelo tempo na linha da vida.
Te espero na história, amigo Maracanã.
Não serás mais o que eras.
De pé entre os deuses olimpo do futebol,
Eterno amigo Maracanã.