domingo, 1 de maio de 2011

Verdade Incondicional


Eu sou um avião terrorista sem destino
Uma marmita fria de um pobre nordestino
Vejo um pastor da Universal num culto libertino
E uma dona de casa, numa novela se iludindo.
Vejo os políticos no planalto enriquecendo
E os aposentados no hospital quase morrendo
Esperando o momento de serem atendidos
Por um médico playboy que está sempre sorrindo.
Vejo a polícia na favela buscando o acerto
Espalhando o terror, o ódio e o medo.
Vejo uma menina indignada, sem ter o que comer
Vende o seu corpo e aparece na TV.
Globo Repórter vem e divulga:
“PROSTITUIÇÃO INFANTIL NA MADRUGA.”
Cadê o governo? Cadê o Sr. Presidente?
Ele acaba viajando, faz discurso inocente
Diz que o País está no caminho
Deve ser o caminho para a sepultura
Pois pra essa doença eu só conheço uma cura.
Verdade incondicional!
Utopia irracional?
As vezes fica difícil de acreditar, eu sei
Mas está na hora de acordar, disso eu também sei.
Pegue essas asas quebradas
Eu preciso das suas mãos
As minhas também estão quebradas.
Vamos voar até o fim dos tempos
Quem sabe não alcancemos liberdade
Liberdade, não importa a idade
Credo ou cor.
Que cesse a guerra, enxugue a lágrima e cure a dor.
Divulgue essa notícia.
A cura do mundo é O AMOR.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cata-Lixo*




Tempo contra-Tempo 
Luta Cata-vento*
Rema Contra-maré
Dirige de marcha-Re
Marcha-soldado
Malvado mal-amado
Cabeça-de-papel
Quem não marchar-Direito
Vive vida De-bordéu.
Chuva-molha
Guarda-chuva
Trenó-de-noel
Não faz-curva
Cai infame aos pedaços
Lareira só tem os ricaços
Joga no lixo o presente do menino-qualquer
Sem-nome
Sem-lenço
Sem-documento
Caminhando contra-vento.
Cata-Vento*
Joga no prato-na-prateleira
Brinquedos-de-madeira
Sonhos-De-Brarriga.
Sonha com comida
Barriga-cheia
Ele não tem Sangue-Azul nas veias.
Barriga-de-aluguél.
Coração-de-papél
Papel-Chocolate.
Vira-latas-late
Menino-sem-raça-definida.
Quem-te-colocou-sem-coração?
 Foi-A-vida Tio...
...Não Filho.
Foi um mundo sem-noção!

sábado, 23 de abril de 2011

Prólogo do céu





E outra noite que se vai,
Meu pensamento em você que não sai,
Prólogo do céu
Eu jogo a minha vida aqui nesse papel.
Amor, você é a minha juíza sabia?
E eu um réu que jazia maltrapilho, morando na rua.
Eu estava errado, e meu pecado foi ter te seqüestrado.
Mas também, você parecia tão mal.
Me olhou dando sinal de socorro, e eu atendi sem esforço.
Hoje eu rabisco um coração no papel e te mostro o esboço.
Você me tirou da morte, do fundo do poço.
Já vi que esse poema de tão vistoso, vai parecer meloso. (Haha)
Mas quem ainda não encontrou a pessoa amada
 que não me julgue.
Amor, eu sei que você não gosta de quando 
eu digo que é eterno.
Eu tento nominar algo indizível.
(Noossa que coisa horrível   haha)
Ohh, e agora... quem poderá nos defender?
Eu, o namorado apaixonado!
Aquele que você diz que é abobado
E o que te importa?
Minhoca dorminhoca!
Eu posso dizer sim que quando Deus te desenhou, estava namorando.
E onde eu estava até te encontrar?
Eu estava sonhando, sim com você!
Você tem me ensinado a viver,
Me ensinado a esquecer,
A não planejar
Mas nunca deixar de sonhar.
Deus tem o tempo pra tudo amor,
O nosso tempo graças a Ele já chegou.
Desde desse dia o prólogo do céu se iniciou.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A estrada


A estrada, iniciada
Não pensava
Em mais nada
Vento na cara
Mochila nas costas
Ofereciam-me carona
Nem ligava
Então, nada me importava
Me perdia e me encontrava
Negava carinho, não me dava
Espinho, de carne no espírito achava
Chorava
Corria enquanto a chuva me batia
Até a lágrima era solitária quando caída
Minha chama se apagava.
Placa de aviso me avisava
Não ultrapasse
Na minha mente um impasse se passava
Na minha mente nada se passava
A água do vazio a todo o espaço inundava.
Me pegava olhando para um espelho quebrado,
Quando estava perfeito, o quebrava.
Assim não mentia pra mim mesmo.
Vagava e não me cansava.
Trava a porta, tranca o caminho para a escada
Nada de subida, nada de estrada.
O calor do sol me cansava
A dor no meu peito aos poucos me matava
A minha consciência me maltratava
Nada,  vazia e escrava.
Tão fraco quando não há vaga,
De pessoas o albergue se lotava
Enquanto de sopa quente solidária
O estômago se empanturrava.
A estrada iniciada não voltava.
O passado não voltava
Somente a memória e a saudade.
Maldita mente escrava.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Heaven Sent


Uma chance
Uma palavra
Um enviado do céu,
Um anjo de aluguel ou de papel
Reciclado, um anjo apaixonado.
Uma esquina pra se dizer adeus,
Um pedaço de papel, carta aos meus.
Um sorriso amarelo numa foto antiga,
Uma mão amiga numa enchente
Uma corrente que não foi quebrada
Uma vida que encanta encantada.
Um lance
Três pontos sem rebote
Sem marcas de felicidades vendidas em pacotes...
... Fechados.
Um vale encantado
Uma natureza intocada
Um poema declamado
Uma namorada apaixonada.
Uma flecha no peito do inimigo
Uma morte pra se lamentar
Mais uma mãe que vai chorar.
Uma guerra que nunca acaba
Homem contra homem,
Enquanto problemas visíveis invisíveis nunca somem.
Uma flor não encontrou seu destino
Dançando com o vento caíram-lhe as pétalas
Uma meta
Encantar com beleza, seu cheiro de perfeição.
Um punhado de pólvora ou um punhado de perdão.
Empunhado o cálice da vitória num tranqüilo altar
Vitória sem pesar derrota, sem pesar.
Sem pêsames, sem vítimas.
Um grito de socorro exprimido por bocas amordaçadas.
Uma vida ainda com vida, caída foi encontrada.
Treme o chão e o mar invade a terra.
De terra, um tremor
De água, uma invasão
De graça, um amor.
De surpresa, uma emoção.

"Especialmente a minha namorada,
Juliana Kolombesky da silva." haha
Eu te amo vida.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Vida Parte 4



Não me machuque, não me machuque mais.
Não seja capaz, um exército de dias, jamais.
Não cure suas feridas, não plante as esquinas.
Não jure por Deus, não julgue os seus irmãos.
Nunca diga não, diga sempre sim ao perdão.
Não me maltrate, não me maltrate mais,
Não corra atrás de respostas,
Não deixe a sua cabeça exposta,
Mau cheiro de sociedade putrificada.
Não jogue lixo no chão, a água da chuva não cura as cidades.
Não mostre medo da morte nem da vida,
Não pense em ser homicida muito menos fraco suicida.
Não viva pela vida, nem pela morte.
Não seja burro de deixar sua vida fluir a qualquer sorte.
Não varra a sala do seu peito sem levar para fora seu coração,
Não esconda a poeira da sua vergonha em baixo do tapete dos seus segredos.
Não caia na tentação mundana,
Não queria levar vantagem contra alguém.
Seja bom ou seja mau, faça suas escolhas e não minta.
Sinta que a sua vida pode ser mais frágil que uma taça já quebrada.
Saiba que a sua vida não pode ser levada mais além,
Ela é aqui e agora e mais nada.
Eu sou uma pedra de sentimento,
Um furacão de idéias.
Uma explosão de platéias
E uma erosão de emoção
Uma tempestade de curiosidade
E uma certeza certa de que meu Deus a tudo invade.
Então não fique ai mentindo a si mesmo,
Maldizendo a todos com suas priodadezinhas impróprias,
O mundo não gira em torno das suas vontadezinhas.
Não vire o monstro que você mais teme,
Não tema pelo inimigo que você mais treme,
Ore pelo inimigo quando de dor ele geme.
Não virem as costas para o mundo,
As ondas vêm e vão, como a lei da natureza.
Pessoas tentando te manter fora dos planos?
Seja bom ou seja mau, não se junte as facções que segregam.
Não mova uma palha para os idosos,
 claro que você não vai ficar velho.
Você será um morto-vivo andando sem destino numa vida desligada.
Não faça escolhas que não pode suportar conseqüências.
Não seja um peso para a sua própria existência.
Não suporte a sua auto-convivência.
Não se deixe na sua conveniência.
Não seja insuportável na sua própria auto-convivência.
Não deixe alguém dizer que você não é capaz, mas...
Não me machuque, não me machuque mais.

"So you can keep knocking but won't knock me down
No love lost, no love found."
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