segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Free Gaza, Livre Alma


 E caíram as bombas, levantaram primeiro o fogo
Depois a poeira
Derrubaram primeiro a lágrima
Depois a alegria. 

Eu penso, logo existo. Pra mim tem sido um problema pensar, 
logo então achar que o mundo não tem razão e não tem jeito de se curar. 
Um paciente terminal com uma doença incurável. A humanidade padece porque não ama o próximo. Queremos nos derrubar, nos destruir, construímos barreiras, muros, fronteiras. Não nos visitamos, nos bombardeamos, seja com bombas, fogo em ônibus ou fofocas. Os olhares são sempre desconfiados, o medo se instalou, veio pra ficar e pra destruir. Destruir sonhos e vidas.
Quando a bomba caiu, invadindo a noite, parou de sonhar a menina e o menino. Eu aqui parei também.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sonho Cativante



A cada passo impactante, cada sorriso cativante.
A cada manhã que ela diz levante. Siga seu caminho não mais errante.
A cada olhar insignificante, a cada beijo flutuante.
Maré borbulhante
Memória de elefante
Alegria disfarçante ou disfarçada
Por um instante ou momento quase nada.
Localizado na estante a fotografia empoeirada
Estonteante a rima apertada
Se apressa, apressada
Seu coração jogado na mochila e seu turbilhão em direção ao nada.
Sua agonia agoniada, martirizada ou martirizante
Sem precisar de verde papel que te deixe elegante
O que se importa é a felicidade empolgante
Mesmo que dure por apenas um instante
Congelante no tempo
Paralisante
Eternizante
Sua força me fez um gigante
Com essa beleza estonteante
Sigo feliz
Pisando em novem de papel, caminho que jamais antes
Na noite estrelada de estrela cadente
Sonho cativante.

domingo, 26 de agosto de 2012

Si de libertad no hablas




Não leu
Jamais se sentiu
Ouviu-se em mares distantes
Em ruas sem saída
Os cortes das madeiras
Caídas sem vida
Sufocadas pelas maquinas
Ares poluídos das fabricas

Não sorriu
Jamais encarou
Ouviu-se nas praças das cidades derrotadas
Um grito de misericórdia
Os cortes dos pulsos
Caídas sem direção
Sufocadas pelos sonhos
Vidas polidas pela mídia.

Não viveu
Jamais sonhou
Ouviu-se nos planetas desertos
Uma melodia sem início ou fim
Os cortes de custos
Sufocados pelo lucro
Trabalhadores des empregados pela ganância.
Pobre esperança.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Momentos Eternos



Uma foto, um segundo pra suspirar pra sempre pensando naquele estático momento que entrou para a história. Um segundo congelado, aprisionado em um porta retrato empoeirado num fundo de uma gaveta ou num outdoor na principal avenida. Desventura do homem apaixonar-se pela sua própria imagem
e semelhança, a quem eu vejo quando me vejo?
Um ser que foi capaz de imaginar, astronauta ou jogador de futebol, hoje sou um homem. Me fiz passar por muitos personagens e até hoje não descobri quem realmente sou, contando os anos e vendo aquele que cresceu mostrado nos sorrisos estáticos, me olho e não me vejo. Não lembro de muitos momentos, não sorrio para todos os que me lembro, será que sorri apenas porque o fotógrafo pediu? Talvez.
Uma carta escrita para a história, um momento também congelado, sentimento interno se torna exterior, transmitido através da magia de palavras que consentem e reverenciam quem as sabe colher na árvore da genialidade e debruçá-las sobre um chão repleto de magia e emoção, sobre quem escrevo quando me descrevo?
Não queremos esperar pelo máximo, ansiosos e ávidos por momentos eternos. Mas a felicidade dura pouco, memória, respeito e orgulho são eternos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Frio demais pra você estar longe de mim




Frio demais pra você estar longe de mim. A vida parada, sem movimento e sem sentimento. O calor é artificial, cobertores, meias e muitas roupas buscam me envolver com um calor que só me aqueceria realmente se fosse pelo seu corpo, pela sua presença. 
 Os movimentos são poucos, o céu nublado visto pela janela não é atrativo. Busco não pensar em soluções, deixo os enigmas me vencerem. Estou a ponto de hibernar meus sentimentos nessa caverna atrofiada, sem sensações, sem arrepios e sussurros, sem toque, sem calor. 
 Tão distante de mim, meus punhos cerrados, meu coração fadado ao fracasso, sem espaço em meu peito, que queima congelado pela saudade, então o frio me invade, sem excessos de vontade, sem excessos e sem vontade. 
 Mas dias melhores virão, o sol vai brilhar no céu. Pra mim não importa se amanhã você não entrar correndo aqui e me resgatar dessa prisão. Detenção sem muro, mas sozinho eu não posso sair, preciso de você ao meu lado, não que você seja uma heroína, mas você é a minha menina. Me acalma, seu efeito de morfina me anestesia, quando essa é a solução pra minha dor que dói sem doer. Amar é mais difícil do que viver, principalmente quando se está limitado pela distância. Eu no norte e você no sul, no meio um imenso oceano azul, não há barcos, nem livros, nem aviões, nem naves espaciais ou drogas que me fazer viajar até perto de você, a realidade é como um tapa na cara de um inimigo sem honra. 
 Ontem comigo ajoelhado falando e falando você chorou, amando e amando. O tempo passando e continuamos nos amando, nos conhecendo e crescendo. Rumo ao desconhecido, mas nos damos as mãos e continuamos, os tempos não tem sido difíceis quando juntos, o ruim é a saudade e o frio. Mas eles logo passam quando você entra correndo por aquela porta e diz que me ama. Também te amo.

sábado, 2 de junho de 2012

O mundo continua sendo real




Ontem conversando com um menino de cinco anos por alguns minutos me encantei. Encantei-me com a magia que ainda existe no mundo real.
Ele me disse que os animais não falam nos desenhos animados, porque animais não falam.
Mas eu perguntei a ele: Mas como eu estou os vendo falando? (Assustado com o tapa de realidade que tomei).
Ele prontamente respondeu: Estão usando magia, mas a magia só é boa se elas forem feitas por fadas. (Feliz contradição).
O mundo continua sendo real, graças as crianças.