sexta-feira, 22 de março de 2013

Carta



Lançada ao tempo de amor uma carta
Rosas de flecha
A pólvora exita
Um tiro se ouve
Nos labirintos da vontade
Disparam batidas de corações
Em direção ao sul voam apressados os pássaros
O inverno vai se achegando
Congelando os suspiros
Mas ainda há sol em alguns olhares
Falta água nos olhos
Há muito a emoção foi plastificada
Mas não quando se pousa uma carta, de amor.
Lágrimas e sorrisos se confundem
Não se opõem, apenas se completam.
Não querem perder tempo com guerras
Afinal, dizem que a vida é muito curta para a vaidade.
O conteúdo da carta permanece oculto
Livre dentro do espírito, independente
Colando espelhos mágicos no céu para se refletir da terra
Os sorrisos e as lágrimas sem par
A felicidade de amar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Te amo



                                                                                
Dois anos de lutas e conquistas. Não existe muito ou pouco quando se fala em amor. Existe sim ou não. Em um 3 de janeiro nós dissemos sim e começamos a nossa história, ela vive e respira, palpita e se explica. Com o passar dos anos eu me sinto seguro, você melhora o pior de mim, me abastece nas dificuldades, me torna um homem rico. Eu te amo em todos os aspectos, momentos e caminhos. Meu tudo por você. Te amo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Free Gaza, Livre Alma


 E caíram as bombas, levantaram primeiro o fogo
Depois a poeira
Derrubaram primeiro a lágrima
Depois a alegria. 

Eu penso, logo existo. Pra mim tem sido um problema pensar, 
logo então achar que o mundo não tem razão e não tem jeito de se curar. 
Um paciente terminal com uma doença incurável. A humanidade padece porque não ama o próximo. Queremos nos derrubar, nos destruir, construímos barreiras, muros, fronteiras. Não nos visitamos, nos bombardeamos, seja com bombas, fogo em ônibus ou fofocas. Os olhares são sempre desconfiados, o medo se instalou, veio pra ficar e pra destruir. Destruir sonhos e vidas.
Quando a bomba caiu, invadindo a noite, parou de sonhar a menina e o menino. Eu aqui parei também.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sonho Cativante



A cada passo impactante, cada sorriso cativante.
A cada manhã que ela diz levante. Siga seu caminho não mais errante.
A cada olhar insignificante, a cada beijo flutuante.
Maré borbulhante
Memória de elefante
Alegria disfarçante ou disfarçada
Por um instante ou momento quase nada.
Localizado na estante a fotografia empoeirada
Estonteante a rima apertada
Se apressa, apressada
Seu coração jogado na mochila e seu turbilhão em direção ao nada.
Sua agonia agoniada, martirizada ou martirizante
Sem precisar de verde papel que te deixe elegante
O que se importa é a felicidade empolgante
Mesmo que dure por apenas um instante
Congelante no tempo
Paralisante
Eternizante
Sua força me fez um gigante
Com essa beleza estonteante
Sigo feliz
Pisando em novem de papel, caminho que jamais antes
Na noite estrelada de estrela cadente
Sonho cativante.

domingo, 26 de agosto de 2012

Si de libertad no hablas




Não leu
Jamais se sentiu
Ouviu-se em mares distantes
Em ruas sem saída
Os cortes das madeiras
Caídas sem vida
Sufocadas pelas maquinas
Ares poluídos das fabricas

Não sorriu
Jamais encarou
Ouviu-se nas praças das cidades derrotadas
Um grito de misericórdia
Os cortes dos pulsos
Caídas sem direção
Sufocadas pelos sonhos
Vidas polidas pela mídia.

Não viveu
Jamais sonhou
Ouviu-se nos planetas desertos
Uma melodia sem início ou fim
Os cortes de custos
Sufocados pelo lucro
Trabalhadores des empregados pela ganância.
Pobre esperança.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Momentos Eternos



Uma foto, um segundo pra suspirar pra sempre pensando naquele estático momento que entrou para a história. Um segundo congelado, aprisionado em um porta retrato empoeirado num fundo de uma gaveta ou num outdoor na principal avenida. Desventura do homem apaixonar-se pela sua própria imagem
e semelhança, a quem eu vejo quando me vejo?
Um ser que foi capaz de imaginar, astronauta ou jogador de futebol, hoje sou um homem. Me fiz passar por muitos personagens e até hoje não descobri quem realmente sou, contando os anos e vendo aquele que cresceu mostrado nos sorrisos estáticos, me olho e não me vejo. Não lembro de muitos momentos, não sorrio para todos os que me lembro, será que sorri apenas porque o fotógrafo pediu? Talvez.
Uma carta escrita para a história, um momento também congelado, sentimento interno se torna exterior, transmitido através da magia de palavras que consentem e reverenciam quem as sabe colher na árvore da genialidade e debruçá-las sobre um chão repleto de magia e emoção, sobre quem escrevo quando me descrevo?
Não queremos esperar pelo máximo, ansiosos e ávidos por momentos eternos. Mas a felicidade dura pouco, memória, respeito e orgulho são eternos.