sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela



Eu nunca vi no Facebook, tantas vezes, uma atrás da outra a a foto da mesma pessoa. Um ser humano que, apesar de carne e osso, será transcendental ao tempo e a história. Mandela viverá. Apesar da ignorância das pessoas que não o conhecem, ou não se preocupam com os ícones da luta de classes que tanto marca a história da humanidade. As pessoas com seu famoso "Segunda-feira chata", "Sexta=Feira legal", "Chega natal" ou "Chega férias", que trabalha pra pagar as contas de ontem, que sonha com serviços essenciais particulares, porque não vê no estado nada de bom, pessoas que trabalham como escravas por migalhas e colocam as Ferraris nas maiores mansões do mundo, sonham com uma casinha na praia, mesmo que isso signifique horas de fila, acidentes de trânsito, dores de cabeça. Ser escravo moderno é fácil, não conhecer o Mandela é fácil, viver feliz é fácil. Estudar a vida é difícil, compreendê-la é quase impossível a grande maioria da população, pessoas como o Mandela contribuíram e muito nessa difícil compreensão. À quem se deve um salve com honra. Continuaremos lutando mesmo que pareça impossível, porque os escravos não enxergam as suas correntes, amam seu opressor e dificilmente lutarão. Não há gigante do lado esquerdo, há luta de poucos. Mas a utopia nos espera, nos faz sonhar e lutar

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Utopia




A utopia jamais poderá morrer, ela renasce de peito em peito como uma fênix eterna. Ao morrerem seus corpos, se tomam a alvorada gritos de ódio e amor, toma outros peitos para viver sonhos de liberdade. Se corre, anda, respira e vive, há esperança, de vitória sobre os escombros, por sobre os dias e nos séculos ela luta com todas as suas forças com um poder invencível. Seus inimigos a temem porque ela se mostra imortal, irresistível as sombras, sua luz dissipa a figura da derrota em cada olhar jovem, que a luz da verdade iluminou a vida. Vermelha é a sua coragem, mesmo se na guerra estiver um dos seus para milhões de inimigos, corre em direção ao abismo com a certeza de que a vitória está a cada dia mais próxima, a vitória do poder comum para todos os povos, todas as cores, todos os sorrisos, todas as vidas. A utopia vive porque ela é maior do que a indiferença, é como o oceano encontrando o mar, cada onda bate de frente com a realidade, a utopia é a verdade, é o sonho e a esperança. A utopia viverá até se tornar amor incondicional e diário. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Números



Números são perfeitos
Que apontam ao norte
São como rochas incandescentes
Que se encaixam lentamente
Variam de acordo com a vida
Permanecem vivos e estáveis
Não precisam da eternidade
Ou de perguntas emotivas
São belos e decifráveis
Ao olhar atento e
Sagas
Não são melhores ou piores
São
Exatidão.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Algo Sobre Palavras

E um dia me disseram que eu sou feito apenas de palavras. Essas mesmas que nascem sem crescer, morrem ao vento sem viver. Não há mal nas palavras, mas não foi um elogio, talvez, porque as ações quando vazias de palavras ainda são eficazes, já as palavras sem ações apenas nascem e cabalmente morrem ao vento. Então é preciso agir, sem falar, as palavras caíram em desgraça. Não servem para nada, são perda de tempo e de fôlego de vida. Um dia desses eu volto, espero que lá tenha aprendido a agir para viver.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Algo sobre você



Como pode tudo ser tão perfeito.
Cada momento, cada lance, cada nuance.
Eu fui pego, confesso.
Você me pegou quando eu navegava sem direção, sem vento.
Minha estrela do norte, guia das galáxias perdidas.
Já sem vida, porque não mais lutava.
Me pôs um sorriso no rosto, antes apenas esboço.
Sem você o que é o sorriso?
Eu não conhecia essa felicidade plena.
Calmaria em águas mansas.
Sem você eu não vivo.
Olhar altivo arruinado, jogado a beira de abismos
Nas arenas da imbecilidade se comete atrocidades
Mas não no seu mundo
Em você apenas verdade
Verdade e justiça.
Verdade verde como os seus olhos.
Brilhante justiça é o seu sorriso.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Houve um Tempo



Houve um tempo em que se viveu
Alegrias de carne e esperanças
Que se correu pelas escadarias segurando a liberdade de viver.
Houve um tempo em que o grito se libertou
E a liberdade viveu.
Houve um tempo em que a lágrima caiu em meio a risos
Os olhares atônitos acompanharam a bola que raspou o travessão
Rasgou o peito, alguns choraram, outros riram.
Em que o menino se foi embora,
sem camisa, sem coração, apenas lembrança.
Brincava pela rua driblando com uma latinha amassada
ou uma bola de meia, se dizia Didi, Pelé e Garrincha.
Houve um tempo em que o templo foi grandioso
Espetáculos de horrores e belezas
Contrastavam povos e culturas,
Opiniões e visões de um mesmo lance
Vários ângulos e diferentes aspectos.
Te roubaram, meu caro amigo.
Te roubaram e te assassinaram.
Você nunca foi estrela, bem maior que isso
E ti céu, desfilaram as estrelas.
Hoje seu nome é lembrado, mas você não esta ali.
A sua individualidade foi sequestrada, mas não pediram resgate.
Tentaram te resgatar, mas te levaram durante o sereno.
Sem serenata, te empilharam em entulhos.
Você foi Rei, Maracanã.
Sempre será lembrado e respeitado
Ovacionado pelo tempo na linha da vida.
Te espero na história, amigo Maracanã.
Não serás mais o que eras.
De pé entre os deuses olimpo do futebol,
Eterno amigo Maracanã.