sábado, 19 de junho de 2010

Vida Parte II






Pétalas de pedra incrustadas no meio da alma
Alma vazia, salvo pelas pétalas de pedra.
Frias pétalas de pedra,
Ainda trazem consigo espinhos de insegurança.

Espinhos de insegurança tornam a vida monótona
Vida vazia, salvo pelos jogos de memória.
Frios jogos de memória,
Ainda trazem consigo arrependimento pelo passado.

Arrependimento pelo passado me deixa com medo,
Medo vazio, não é medo de escuro ou da morte,
É frio o medo da vida,
Ainda traz consigo uma falsa esperança.

Falsa esperança bombardeando o coração com tristeza,
Tristeza vazia, salvo pelos cinzentos dias de chuva.
Frios cinzentos dias de chuva,
Ainda trazem consigo uma estranha genealogia.

Estranha genealogia me mostra quem eu realmente sou,
Sou vazio, salvo pelos dias que não sou eu mesmo.
Fria falsidade me escondendo por completo,
Ainda traz consigo uma vontade de sumir nesse mundo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

vida





Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura.
Há que esquecer-se, mas sem jamais desconsiderar as lições.
Há que lamentar-se, mas sem jamais perder as esperanças,
Há que viver, mas sem jamais desconsiderar o fim.
Um dia morreremos, mas enquanto não, vamos curtir o presente da vida.
Há que desesperar-se, mas sem nunca perder a razão.
Precisamos sempre procurar a razão, mas sem nunca deixar de lado a naturalidade.
Sorria, esse exercício movimenta muitos músculos na tua face, além de fazer muito bem as pessoas quando te olham.
Há que estudar, não apenas para crescer profissionalmente, também para alimentar bem a alma.
Desligue a televisão, se não souber que ela é um instrumento de manipulação.
Há que trabalhar, melhor se fizer dele uma diversão.
Tire um tempo pra si, sentir a doce brisa da vida só faz bem.
Conhecer lugares, pessoas e culturas novas devem ser prioridades...
...Voltar para casa também. (rs)
Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os seus dias.
Se souber que deu a eles algum dia de choro, um feliz vale como mil.
Nunca se esqueça dos seus avós, principalmente se ainda estiverem por perto.
Procure a pessoa que vai te amar, mas não procure muito, isso diminui a chance de erros ou decepções.
Há que ter uma casa no campo e uma na praia, se não puder tenha a sua feliz com a sua família.
Um cachorro ou papagaio fazem à alegria das crianças.
Ahhh nunca considere a hipótese da sua vida não ser cercada por crianças,
Isso vai evitar que você seja fútil e inútil.
Enfim a vida pode ser bela sim, se souber encarar os problemas com força e destreza, vencerá!
Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem.
Nunca se esqueça também de saber que não existe uma fórmula para uma vida feliz. Haha.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ele veio, viveu e venceu




"Denis, bom dia! Este é o dia que o Senhor fez, para conceder a você e a mim o privilégio de viver sob a bênção da sua graça, a fim de sermos bênção para aqueles do nosso convívio. Abração do irmão e amigo, Pr. Cleverson. "
Enviado(a): 10 de março 8:18



Pisou na terra em uma épica época mágica,
Ensinava como nos seus primeiros tempos tudo funcionava
Os mais jovens como eu admiravam com brilho nos olhos
As histórias de vida que foram verdadeiras
Dava Fé, testificava,
Lembrava como se fosse há poucos dias todos os momentos.
E que momentos ele viveu!

Pastoreado por Deus ele pastoreava
Ternuramente ele amava, com os olhos cheios de lágrimas ele brigava.
Não compartilhava com a idiotice
Amava a verdade
Suspirava pela liberdade
De quem se escravizava por escolha,
Fechava os olhos e tampava os ouvidos, eram amados.
Buscava entendê-los, compreendê-los.

Andou na verdade, combateu o bom combate,
Guardou a Fé, testemunhou de um Deus que ama.
Ficou fácil saber de um Deus que existe,
Deus me mostrou que queria se relacionar comigo,
Mostrou mais, que me amou antes mesmo do ventre da minha mãe.
Me mostrou que a minha vida tinha importância.

Ao meu Paistor Cléverson
O meu eterno respeito,
O meu eterno amor,
A Malú,
A Tia Teca de todos
Amou...
Me ensinou como respeitar e amar uma esposa
E ela com o orgulho de ser a eterna companheira
A guerreira,
De batalha em batalha,
De Fé em Fé.
Lutaram e venceram, e vencem e vencerão pra sempre!

Glória ao Deus verdadeiro
Graças a Ti Senhor
Que eu conheci esse humilde guerreiro!

O Senhor o fez notório entre os grandes.
E ele foi grande, mas grande para o coração poder caber dentro de seu peito,
a essa pessoa que veio, viveu e venceu o meu eterno respeito.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Who could it be? I found me!




Eu me encontrei

De uma forma louca
Inesperada
Mas finalmente me encontrei.
Subi as alturas,
Viajei milhas e milhas
Conheci lugares
Me senti só no meio de milhares.


Who could it be?
I found me!

Eu sou eu mesmo
Desde o início sou o mesmo
Confuso e enigmático
Desorganizado e prático.
Sou eu mesmo!


Who could it be?
I found me!


Hoje eu sei,
Melhor do que ninguém
Mil cairão a minha direita

Dez mil a minha esquerda
Mas eu não serei atingido
Nem medo do inimigo.
Sem medo do inimigo!


Who could it be?
I found me!

Sem ajuda eu me encontrei
Essas coisas acontecem de você e por você mesmo
Momentos cruciais na vida
Você contra você mesmo!
Levanta a cabeça e corre pra guerra.


Who could it be?
I found me!


Capacete da coragem
Escudo da verdade
Armadura da resistência
Bandeira de Deus
O povo (Corpo) todo me olha apreensivo, tensão!
Temendo a minha derrota, ossos do ofício.
Luto sozinho
Eu contra eu mesmo!


Who could it be?
I found me!


Quem poderia ser?
Eu me encontrei!


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Minha vontade? Não!



Não foi a minha vontade!

Não foi assim
Não planejei
Não esperei
Não me mostrei satisfeito.


Não foi a minha vontade!
Não foi pela insanidade
A sanidade é bem mais bela
Mas é vazia como na segunda, a capela.
Não me mostrei são.


Não foi a minha vontade!
Não foi porque me acho o dono da verdade
Não porque as minhas escolhas não têm volta
Não porque eu me senti culpado
Não me mostrei culpado.


Não foi a minha vontade!
Não foi porque no ultimo olhar eu quis um abraço e um beijo
Ao menos tentei um aperto de mão
Foi negado
Não me mostrei abalado.


Não foi a minha vontade!
Não foi porque o sorriso me fugiu da boca
A felicidade naquela hora abandonou meu coração
Não porque me senti triste
Não me mostrei triste.


Não foi a minha vontade!
Não assim,
Não pela sanidade
Não porque me acho o dono da verdade
Não porque no ultimo olhar eu quis um abraço e um beijo
Não porque o sorriso fugiu da minha boca
Não me mostrei, me esconder era a única opção.



sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lucro, por Márcio de Souza

Bom, esse fim de semana passado foi bem agitado pra mim. Tive a primeira oprtunidade de viajar sozinho a passeio na minha vida, o que me trouxe uma grande experiência, debaixo de vários aspectos que essa palavra pode nominar. Em uma delas eu tive a oportunidade de no Hotél que fiquei, conhecer uma pessoa muito interessante de Olinda, Pernanbuco, psicólogo e torcedor doente do Náutico Márcio De Souza, que além de tudo é poeta, o que tornou fácil uma amizade, uma conversa, umas risadas. Me mostrou um livro com seu trabalho, o que me deixou surpreso com a proximidade do que ele escreve com o que eu gosto de ler, então mais uma vez nos aproximamos em amizade, além de ser presenteado com o livro e uma dedicatória da amizade relâmpago e do convite pra conhecer a sua terra, o que espero em breve poder tornar possível.

Agora, sabem quando vocês lêem algo que pensam assim:

"Isso se enquadra tanto na minha vida que eu mesmo deveria ter escrito!"

Foi bem isso que eu pensei enquanto folheava o livro e me deparei com esse poema.


....................................................................................................................
Lucro

Perdi o relógio

Meu tempo já passou
Com ele também se foi a paciência
Nem um tempo ficou


Perdi a batalha
Meu exército nunca existiu
Meu combate era uma piada
Meu inimigo, um espelho.


Perdi a bússola
Não há mais norte
Nunca houve horizonte
E no céu não há azul


Perdi todos os cabelos
A beleza foi embora
Meu sorriso se trancou
Meu corpo envelheceu


Perdi o ônibus
Que sacudia operários
Mas não havia espaço pra mim
Nem na lata de sardinha ou no deserto


Perdi a razão
Mas não encontrei a loucura
E não há como sair desse impasse
Tenho que ocupar o espaço do outro


Perdi as palavras
E na caneta não há tinta
Extinguiram-se todos os adjetivos
Não há mais o que definir

Perdi tudo o que tinha
E o que tinha não era nada
Então nada aconteceu
E não perdi nada.