domingo, 26 de agosto de 2012

Si de libertad no hablas




Não leu
Jamais se sentiu
Ouviu-se em mares distantes
Em ruas sem saída
Os cortes das madeiras
Caídas sem vida
Sufocadas pelas maquinas
Ares poluídos das fabricas

Não sorriu
Jamais encarou
Ouviu-se nas praças das cidades derrotadas
Um grito de misericórdia
Os cortes dos pulsos
Caídas sem direção
Sufocadas pelos sonhos
Vidas polidas pela mídia.

Não viveu
Jamais sonhou
Ouviu-se nos planetas desertos
Uma melodia sem início ou fim
Os cortes de custos
Sufocados pelo lucro
Trabalhadores des empregados pela ganância.
Pobre esperança.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Momentos Eternos



Uma foto, um segundo pra suspirar pra sempre pensando naquele estático momento que entrou para a história. Um segundo congelado, aprisionado em um porta retrato empoeirado num fundo de uma gaveta ou num outdoor na principal avenida. Desventura do homem apaixonar-se pela sua própria imagem
e semelhança, a quem eu vejo quando me vejo?
Um ser que foi capaz de imaginar, astronauta ou jogador de futebol, hoje sou um homem. Me fiz passar por muitos personagens e até hoje não descobri quem realmente sou, contando os anos e vendo aquele que cresceu mostrado nos sorrisos estáticos, me olho e não me vejo. Não lembro de muitos momentos, não sorrio para todos os que me lembro, será que sorri apenas porque o fotógrafo pediu? Talvez.
Uma carta escrita para a história, um momento também congelado, sentimento interno se torna exterior, transmitido através da magia de palavras que consentem e reverenciam quem as sabe colher na árvore da genialidade e debruçá-las sobre um chão repleto de magia e emoção, sobre quem escrevo quando me descrevo?
Não queremos esperar pelo máximo, ansiosos e ávidos por momentos eternos. Mas a felicidade dura pouco, memória, respeito e orgulho são eternos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Frio demais pra você estar longe de mim




Frio demais pra você estar longe de mim. A vida parada, sem movimento e sem sentimento. O calor é artificial, cobertores, meias e muitas roupas buscam me envolver com um calor que só me aqueceria realmente se fosse pelo seu corpo, pela sua presença. 
 Os movimentos são poucos, o céu nublado visto pela janela não é atrativo. Busco não pensar em soluções, deixo os enigmas me vencerem. Estou a ponto de hibernar meus sentimentos nessa caverna atrofiada, sem sensações, sem arrepios e sussurros, sem toque, sem calor. 
 Tão distante de mim, meus punhos cerrados, meu coração fadado ao fracasso, sem espaço em meu peito, que queima congelado pela saudade, então o frio me invade, sem excessos de vontade, sem excessos e sem vontade. 
 Mas dias melhores virão, o sol vai brilhar no céu. Pra mim não importa se amanhã você não entrar correndo aqui e me resgatar dessa prisão. Detenção sem muro, mas sozinho eu não posso sair, preciso de você ao meu lado, não que você seja uma heroína, mas você é a minha menina. Me acalma, seu efeito de morfina me anestesia, quando essa é a solução pra minha dor que dói sem doer. Amar é mais difícil do que viver, principalmente quando se está limitado pela distância. Eu no norte e você no sul, no meio um imenso oceano azul, não há barcos, nem livros, nem aviões, nem naves espaciais ou drogas que me fazer viajar até perto de você, a realidade é como um tapa na cara de um inimigo sem honra. 
 Ontem comigo ajoelhado falando e falando você chorou, amando e amando. O tempo passando e continuamos nos amando, nos conhecendo e crescendo. Rumo ao desconhecido, mas nos damos as mãos e continuamos, os tempos não tem sido difíceis quando juntos, o ruim é a saudade e o frio. Mas eles logo passam quando você entra correndo por aquela porta e diz que me ama. Também te amo.

sábado, 2 de junho de 2012

O mundo continua sendo real




Ontem conversando com um menino de cinco anos por alguns minutos me encantei. Encantei-me com a magia que ainda existe no mundo real.
Ele me disse que os animais não falam nos desenhos animados, porque animais não falam.
Mas eu perguntei a ele: Mas como eu estou os vendo falando? (Assustado com o tapa de realidade que tomei).
Ele prontamente respondeu: Estão usando magia, mas a magia só é boa se elas forem feitas por fadas. (Feliz contradição).
O mundo continua sendo real, graças as crianças.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Não Seja Fútil




A minha poesia de concreto
Sufocada por mil toneladas de pensamentos
Ornamentada com rosas murchas
Com vidas sem espirito
Vazia como a modernidade
Incerta como é a eternidade
Poderosa como a força de vontade
Certos momentos
Insanos feito o vento no litoral
Crise existencial
Terror em alto mar
Te amar.
Encontrar o certo caminho
Rumo a paz ou a praia
Fio da navalha.
"Ei carcereiro, faz um favor?
Vou te explicar meu veneno, meu artigo."
Eu quero um motivo, apenas um ou 765 motivos.
Pra estar vivo e respirando,
Sem ser nocivo
Sem ser tirano.
Perdendo e encontrando.
O fio da navalha
Perdendo e encontrando.
O inicio e o fim.
Pra você e pra mim.


terça-feira, 20 de março de 2012

Sonhei com o Céu





Respire, sinta a brisa que se aproxima e toca o seu rosto tão suavemente a ponto de mal sentir. É a vida se mostrando, mais uma vez exata como matemática na prática e incompreensível como o ar, invisível.
Como é a vontade de Deus em certos momentos.
Caminhos são como labirintos que te confundem o cérebro, correr não adianta. Está muito quente nesse deserto de idéias sem noção, de altura e profundidade. Sua cabeça está confusa, mas tranquila. Um rio flutua sobre a sua cabeça se desmancha, começa a chuva, a água mal para na superfície do seu rosto e rega o chão, de joelhos e mãos no deserto,
as lágrimas logo são sugadas pelas entranhas das areias aquecidas.
 O deserto está insaciável, ou são as suas vontades?
Aqui não existem ruídos alucinantes, você se sente solitário. Apenas alguns olhares frios e esperançosos começam a brotar nos galhos de árvores mortas, abutres espreitam por sua morte. 
A fome te ataca o estômago, a sede ataca a sua esperança e na mente uma eterna lembrança, uma melodia como Lalalá embala seus passos vacilantes, em busca do nada, a luz no fim do túnel é você mesmo, e ela não brilha há séculos distantes, perdidos no tempo e no espaço.
Consegue compreender? Você está em lugar algum, buscando por nada. A questão é se você está mesmo preparado para morrer assim, ou para viver de qualquer jeito, sendo apenas mais um, numa multidão de ninguém.
O mundo cospe futilidades em todos os momentos, você sabe que não precisa ter nada além do que necessita, mais do que isso tudo é vaidade, é para agradar quem te olha de fora, em todos os momentos você olha para fora, e o você está dentro de você fica sozinho e despercebido. Os de fora são como abutres, não te afetam, apenas te olham, de dentro de você que brotam sentimentos, bons e maus, certos e errados, mas são seus.
Enfim, chegue a conclusão de que você precisa apenas do suficiente pra viver, mais do que isso é apenas vaidade, e ela é vazia como um deserto sem vida.